AUTHOR: Bia Lombardi
DATE: 6/28/2005 02:43:00 am
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Agora , alem de Alta Fidelidade, eu vou ter que comprar os livros: Garota Interrompida e ler os livros e poemas de Sylvia Plath. Acabei de assistir esses dois filmes and I've really connected with those feelings...
Em alguma parte de nossas vidas nos agimos como Suzanna Kaysen ou como Plath. Does that make us insane? Alguma vez pelo menos sentimos esse misto de tristeza e indecisao, de falta de perspectiva e medo. Isso nos faz querer sumir, passar a nao-existir ate que tudo va embora. Ate que haja alguma solucao praquela fase da vida que insiste em nao evoluir.
O que fazer quando se ama o outro mais do que a si proprio? Como fazer esse sentimento ir embora? Uma vez que sabemos que essa e a maior mentira do mundo ja que ninguem pode amar alguem verdadeiramente se nao se respeitar primeiro...
Eu tomei analgesicos com vodca ano passado. E olha que "depressao" ou "sindrome de personalidade borderline" passam bem longe de quem eu sou. I can't be sad forever, that's a fact. Mas eu quis dormir, desaparecer ate que aquela dor de rejeicao, de frustracao passasse. Ate que tudo o que eu estava sentindo nao passasse de uma lembranca num passado distante.Porque uma vez que eu amei ao outro na minha totalidade e esse amor nao era retornado, o que restava dentro de mim?? Quem poderia me amar dessa forma no futuro? Amar uma casca vazia, sem equilibrio e sem luz???
Isso me torna uma suicida? Isso e algo cabivel pra uma internacao??
Como a gente desenha essa linha tenue que separa e insanidade da frustracao transvestida de tristeza? Alguns aprendem a licao?
Sim, eu aprendi. E hoje vejo o mundo de uma forma completamente diferente e me relaciono com as pessoas de acordo com essa minha nova visao. E nao tenho do que reclamar, sinceramente. Life has always been kind and generous with me... and so I am with it.
But I could have been the one admitted in a mental institution or found dead in the kitchen of my own house. How did I managed to get out of that? Why many people can't?
Esse e o segredo da vida no fundo. Os vencedores sao aqueles seres humanos que chegam ao final da sua missao mesmo que, pra isso, tenham que passar por periodos de ausencia total de luz onde nada se enxerga...nada se escuta. Aqueles que enxergam e confiam nessa forca que a todos une, que a tudo sustenta. Esa forca que reside dentro de nos. Nao esta fora, nao esta no outro. Simplesmente porque ela mora dentro da nossa alma.
UPDATE:
Havia desligado o computador e ido pra cama continuar a ler "O Retrato de Dorian Gray" quando me deparei com o seguinte trecho nos primeiros 30 segundos de leitura. E como acaso e coincidencia sao duas palavras inexistentes no meu vocabulario deixo vcs com Oscar Wilde...
"A qual de nos nao sucedeu despertar de madrugada, ou depois de uma dessas noites sem sono que nos fazem quase desejar a morte, ou de uma noite de horror e de delirios monstruosos em que nos deslizam pelos cantos do cerebro espectros mais terriveis do que a propria realidade, animados dessa vitalidade que se esconde nas coisas grotescas e empresta a arte gotica a sua vida imperecivel, pois essa arte e, por assim dizer, a arte peculiar dos espiritos perturbados pela doenca da imaginacao? Dedos palidos vao lentamente deslizando entre as cortinas farfalhantes. Formas mudas, sombrias e fantasticas, esgueiram-se e encolhem-se nos cantos escuros da peca. Fora, e o burburinho da passarada na folhagem, ou o rumor dos passos dos que vao para o trabalho, ou os suspiros e o solucar do vento que vem dos montes e ronda a casa silenciosa, como se temesse despertar os que dormem e devesse ao mesmo tempo arrancar o sono da sua gruta purpurea. Desvanecem-se um apos o outro os veus de gaze da penumbra. Voltam gradualmente a forma e a cor as coisas e vemos a aurora devolver ao mundo o aspecto habitual. Os espelhos bacos recobram sua vida imitadora. Os casticais apagados estao onde os deixamos e, alem deles, esta o livro quase intacto que principiamos a ler, ou a flor montada em arame que usamos no baile, ou a carta que nao nos animamos a ler ou que relemos demais. Nada mudou aparentemente. Emerge da sombra irreal da noite a vida real como a conhecemos, que retomamos do ponto onde a interrompemos. Domina-nos entao a sensacao penosa da necessidade e constancia da energia, no mesmo giro monotono de habitos estereotipados. Ou e um desejo desesperado de abrir um dia os olhos para um mundo renovado durante a noite para nosso jubilo, um mundo de novas formas e cores, diferente, ou com outros segredos, um mundo em que o passado ocupasse pouco ou nenhum lugar, ou pelo menos sobrevivesse isento de deveres ou de saudades, ja que a recordacao da propria alegria tem as suas tristezas, e a lembranca do prazer pode eivar-se de dor."
Gosh, I wish I could write like that!
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'Have you got any soul?', a woman asks the next afternoon. That depends, I feel like saying; some days yes, some days no. A few days ago I was right out; now I've got loads, too much, more than I can handle. I wish I could spread it a bit more evenly, I want to tell her, get a better balance, but I can't seem to get it sorted. I can see she wouldn't be interested in my internal stock control problems though, so I simply point to where I keep the soul I have, right by the exit, just next to the blues.' - Nick Hornby, High fidelity
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