AUTHOR: Bia Lombardi
DATE: 4/21/2005 01:51:00 am
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Sexta vai ter show da Oitenta por Hora (sim a CAX mudou de nome, espero que DEFINITIVAMENTE) no Café Wally essa sexta. O lugar e bonitinho, mas e pequeno e tal. Provavelmente vai ser um esquema so pros amigos mais chegados o que naum e de todo ruim. Quem estiver lendo isso aqui pode aparecer, vai rolar bundalele ahahahaha. Que horror. Tinha um cara no banco hj que tinha o ringtone do celular com essa musica estúpida. E a porcaria do celular tocava toda hora. Brain Wash total.
Entao tem esse seriado que eu via sempre na Sony chamado Felicity. E ha um ano que ele vem passando de madrugada no SBT pra minha alegria notivaga total. A questão e que eu sempre achei que era meio como a Felicity, uma menina em busca do amor e da amizade verdadeira, as vezes idealizando pessoas, as vezes enxergando o que elas tem de real. So que o que anda me assustando MESMO e descobrir que na realidade eu estou, pouco a pouco, me tornando como o Noel. Alguém que vive como uma sombra. Se alimentando dos left-overs... E ser uma sombra naum deveria ser ideal de vida pra ninguém. Porque no final vc perde a referencia totalmente sobre quem vc e.
Ja falei. Platão. Grande cara.
O que seria de mim e esse tédio que me consome a cada dia se naum fossem meus livros queridos?? Corro o risco de virar uma daquelas “tias solteironas” de biblioteca? Porque começo a vislumbrar um futuro assim: lendo MUITO, ficando acordada todas as madrugadas ate o amanhecer, mordiscando alguma coisa o dia todo e pensando that I'm not getting any younger... I always have this feeling that I'm loosing something here.
Sometimes I really think that I'm the sadest person I know.
Eu ja escrevi isso aqui uma vez. E continua sendo verdade. Porque e uma tristeza escondida, que nem eu sei que tenho as vezes. Não e como uma depressao que se instala e que todos percebem e se preocupam. E algo que habita somente dentro de mim. Algo que eu percebo quando sento no sofá ou deito na cama sozinha e tudo o que tenho pra me fazer companhia são meus pensamentos. E a mascara da mulher forte, independente que, externamente, não precisa de ninguém , cai por terra. E tudo que eu quero e alguém pra conversar, me abraçar e me proteger. Não no sentido paternalista da coisa, mas alguém pra proteger meus sonhos e meus desejos mais profundos.
Quando brinco com meu filho e ele ri ate perder o fôlego das coisas mais banais que digo pra ele, lágrimas caem dos meus olhos. Ele ri e eu escondo minhas lágrimas com uma gargalhada. Choro de alegria por ver como e bom uma criança rir simplesmente por estar feliz e choro de tristeza por naum saber mais o que e isso. Aconteceu de novo isso hj. E de alguma maneira eu acho que sempre vai acontecer...
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'Have you got any soul?', a woman asks the next afternoon. That depends, I feel like saying; some days yes, some days no. A few days ago I was right out; now I've got loads, too much, more than I can handle. I wish I could spread it a bit more evenly, I want to tell her, get a better balance, but I can't seem to get it sorted. I can see she wouldn't be interested in my internal stock control problems though, so I simply point to where I keep the soul I have, right by the exit, just next to the blues.' - Nick Hornby, High fidelity